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sábado, 29 de agosto de 2009

ENTREVISTA DE ZOIZO BARBOSA AO JORNAL O MOSSOROENSE


Como um torcedor obececado do BARAÚNAS achei por bem de postar no link TRICOLOR DO OESTE, Blog JOTA MARIA(PORTAL OESTE NEWS) a entrevista de ZOIZO BARBOSA ao jornal o MOSSOROENSE(17/10/1872), edição do dia 30 de agosto de 2009.

ZOÍVO BARBOSA

Zoívo Barbosa de Meneses, 86 anos, é um homem de memória invejável. Alfaiate aposentado, foi um dos fundadores do time de futebol Baraúnas, em Mossoró. Juntamente com Expedito Bolão, teve a ideia de aproveitar a grande torcida do clube carnavalesco Baraúnas e criar o tricolor em 14 de janeiro de 1960. Sempre cativo da sua criação, Zoívo Barbosa nutre honras e glórias junto ao seu time de coração. Afinal, como ele mesmo diz, tem muito do que se vangloriar: foram cinco títulos do campeonato mossoroense e outro potiguar. Mas, a maior de todas as glórias, como ele mesmo diz, foi no ano de 2005. Era Copa do Brasil e o Baraúnas conseguiu arrancar um empate do carioca Vasco da Gama dentro do Nogueirão e ainda colocar três bolas na rede no estádio de São Januário e proporcionar a melhor das vitórias para o futebol mossoroense.

Leilane Andrade e Luciano Lellys

O Mossoroense - Conte-nos como surgiu o time do Baraúnas?

Zoívo Barbosa - Existia o clube de carnaval com o nome de Baraúnas, que já usava as cores do tricolor. Eu era alfaiate e ficava responsável de fazer as fantasias do clube. Quando chegava próximo ao carnaval, no mês de janeiro, Expedito Bolão e eu nos juntávamos e íamos pedir apoio na Prefeitura para fazer as fantasias. Era o dia 13 de janeiro de 1960, estávamos em frente ao Centro dos Artistas, onde hoje é a igreja de São João, quando Expedito olhou para mim e perguntou o que eu achava da ideia de fazer o clube Baraúnas de futebol. Eu disse, vamos. No dia 14 de janeiro de 1960, no Centro dos Artistas, às 17h, estávamos fundando o Baraúnas. Era também o dia do meu aniversário.

OM - E como foi tocar para frente esta ideia? O senhor tinha experiência?

ZB - Eu tinha jogado futebol amador e tinha treinado o time de futebol da escolinha da União Caixeiral para a educação da turma de 1952 a 1956. Em 1957 fui treinador do Ipiranga. Foi quando houve uma parada no futebol por causa da seca e nos próximos dois anos não teve futebol em Mossoró. Em 1959, já não aguentava mais a cidade sem futebol e eu disse: "Vou levantar o futebol em Mossoró". Foi quando falei com o prefeito de Apodi para pedir apoio e fui para as rádios anunciar o time. Criei também uma comissão para juntar dinheiro para comprar chuteiras e camisas e montar a seleção. No ano seguinte veio a fundação do Baraúnas. Tínhamos também uma escolinha de futebol. Eu via aquela meninada comendo banana podre e me dava muita tristeza. Então, eu chamava aqueles garotos e os treinava na escolinha. Muitos que começaram na escola de futebol e continuaram a estudar, agora são até prefeitos.

OM - Como foi o início da formação do time?

ZB - Eu era alfaiate. O Baraúnas não tinha camisa, não tinha nada. Peguei emprestado as camisas do time do Fluminense para poder jogar. Depois, antes de começar um campeonato comprei um tecido de 18 metros e fiz 16 camisas. Nesse ano ficamos em terceiro lugar. Em 1961 fomos campeões, em 1962 bicampeões e em 1963 tricampeões. Eu já estava pensando no tetra, queria muito o quarto título, mas o treinador do outro time me enganou (risos).

OM - O senhor ficou até quando à frente do Baraúnas?

ZB - Até 1967, quando entrou Siqueirinha como presidente do Baraúnas.

OM - Há muita diferença entre o futebol de antigamente e o de hoje?

ZB - Sim e muita. Os jogadores antigos mostravam futebol, não é a violência que tem hoje. Antes você tomava a bola sem ter que pegar na camisa do adversário. Tinha jogador que bastava ficar na frente do gol para colocar a bola na rede.

OM - O senhor nunca se desligou do time. Quais são os futuros planos do Baraúnas?

ZB - Nosso plano agora é fazer um estádio somente para o Baraúnas. Já estamos com um terreno comprado em 1972 de 60 metros.

OM - Como vocês adquiriram esse terreno?

ZB - Quando Jonas Dão foi presidente do Baraúnas eu fui a Brasília e quando eu voltei ele tinha loteado o terreno. Eu disse que queria o terreno de volta, o Baraúnas sem esse terreno se acaba. Então, compramos o terreno de novo e recebemos uma doação de dez milheiros de tijolos. Foi quando Bila entrou, aí nós fizemos a sede, um pavilhão para fazer festa e chegamos a promover muitas festas lá, mas ele não tinha experiência no comércio, o povo o roubou e ele deixou. Em 1981 veio uma diretoria que não deu certo, ficou um débito muito grande na caixa do Baraúnas. Com as dívidas, a Justiça ficou de tomar o terreno. Nisso o terreno já estava meio abandonado, o mato alto e o prédio onde fazíamos as festas estava no chão. Conseguimos evitar que a Justiça tomasse o terreno e ficamos na responsabilidade de construir tudo de novo. Compramos tijolo, telha, arrumamos sacos de cimentos e tudo que precisou. Fui a Natal e o advogado me orientou a colocar o terreno no meu nome. Fui ao cartório e fiz do jeito que o advogado me orientou. Foi logo após que João Dehon entrou e conseguiu levantar o futebol e levantar também o Baraúnas. Assim que o Baraúnas completar os 100 sócios eu passo o terreno para o nome da associação. Hoje, esse terreno é conhecido como a "Toca do Leão" e estamos promovendo festas todos os domingos para arrecadar verba.

OM - Sempre houve a rivalidade entre o Potiguar e Baraúnas?

ZB - Sempre teve a rivalidade entre o Potiguar e Baraúnas. Porém antes eles se respeitavam, nunca teve essa briga de hoje. Mas, essas brigas são só falta de quem dê educação a eles.

OM - Qual foi sua maior glória com o Baraúnas?

ZB - Eu tive muitas glórias com o Baraúnas, mas teve uma que foi a maior, que foi a Copa do Brasil em 2005. Ver o Baraúnas empatar com o Vasco da Gama aqui dentro de Mossoró e vencê-lo em São Januário por 3 x 0, com Romário e tudo. Nós mostramos como se faz o futebol em Mossoró. A cidade era um pouco conhecida pela indústria do sal, pelo petróleo, mas o Brasil inteiro passou a conhecer Mossoró pelo Baraúnas. Essa sim é uma grande glória.

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Jose Maria das Chagas, nasci no sítio Picada I. em Mossoró-RN,filho do assuense MANUEL FRANCISCO DAS CHAGAS e da mossoroense LUZIA FRANCISCA DA CONCEIÇÃO, com 14 irmãos. Ingressei nas fileiras da gloriosa e amada Polícia Militar do Rio Grande do Norte no dia II-VII-MCMLXXX com o número 80412. Casei-me em XV-IX- MCMLXXXIII com a apodiense MARIA ELIETE BEZERRA (XXIII-VIII-MCMLXIII), pai de 5 filhos: PATRÍCIA ( NASCIDA A XVII - VIII - MCMLXXXIII FALECIDA EM VIII - XI - MCMLXXXV), JOTAEMESHON WHAKYSHON (I - X - MCMLXXXVI), JACKSHON (FALECIDO) E MARÍLIA JULLYETTH (XXIX - XI - MCMXC).Atualmente convivo com outra apodiense KELLY CRISTINA TORRES (XXVIII-X - MCMLXXVI), pai de JOTA JÚNIOR (XIV - VII - IMM). JÁ PUBLIQUEI TRÊS TRABALHOS: CHIQUINHO GERMANO -A ÚLTIMA LIDERANÇA DOS ANOS 60 DO SERTÃO POTIGUAR, COMARCA DE APODI EM REVISTA e A HISTÓRIA DA COMPANHIA DE POLÍCIA MILITAR DE APODI

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